De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o número de idosos no Brasil cresceu 50% em uma década. Nos últimos 10 anos o Brasil ganhou 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Essa parcela da população deve chegar a 38 milhões até 2027. Diante desse cenário, a construção civil está pensando cada vez mais nesse público. Saiba mais em nosso artigo.

Segundo o Ministério da Saúde, 70% das quedas que envolvem idosos acontecem dentro das residências. Sendo que, aproximadamente 40% desses acidentes, acabam ocasionando algum machucado grave – principalmente envolvendo o cérebro e a medula.

Ainda de acordo com o Ministério, estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos. E que um, em 20 daqueles que sofreram uma queda, sofra uma fratura ou necessite de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% caem a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas é de 50%.

Pelos dados apresentados, prevenir as quedas é algo extremamente importante. É de grande utilidade que as casas sejam construídas de forma acessível, pensando nesse público que está crescendo a cada dia. Com isso, arquitetos, engenheiros e demais profissionais da construção civil estão levando alguns fatores em consideração no momento de idealizar um imóvel.

 

Veja algumas adaptações!

Banheiros: esse é um dos principais ambientes onde acontecem os acidentes com idosos. Geralmente o chão é escorregadio e não há nem mesmo estruturas simples adaptadas.  Casas que são projetadas pensando em pessoas idosas, possuem banheiros com barras que dão apoio e melhoram o equilíbrio, além de vasos sanitários mais altos. Normalmente estão situados no primeiro andar da residência. Além de não ter objetos perigosos como vidros em excesso, que podem causar alterações comportamentais em pessoas com Alzheimer, por exemplo.

 

Acesso aos cômodos da casa: nos casos em que há utilização de escadas e rampas, o ideal, segundo a NBR 9050, é que as rampas tenham no máximo 8,33% de inclinação. E as escadas devem ter um nível, entre os degraus, de 28 a 30cm, para que os pés tenham o apoio necessário no exercício da subida ou descida.

É importante ter sinzalização no início e no fim da escada. Esta, pode ser feita com materiais de cores e texturas distintas, e também com a utilização de pontos de iluminação em cada degrau para facilitar a visualização.

Se a residência possui escadas e rampas, outra sugestão, é a instalação de corrimão com 90 cm de altura. Elevadores e plataformas elevatórias são uma boa solução para evitar escadas e desníveis.

 

Mobiliário:outra forma de evitar acidentes é por meio da utilização de móveis que sejam práticos, sem quina e fixos no chão. Tudo deve ser planejado para que o idoso não tenha que fazer esforço, como abaixar para alcançar objetos. Cadeiras e sofás devem ter assentos médios, as mesas laterais devem ser fixas para permitir que os idosos se apoiem quando for necessário e as gavetas devem ter travas de segurança.

 

Adaptações gerais: essas recomendações vão para as pessoas que pretendem reformar a residência para receber uma pessoa idosa. Utilize maçanetas de alavanca ao invés de redondas. Outra dica é deixar os corredores iluminados, principlamnete à noite, e ter a preocupação com as cores das portas e paredes para que os idosos enxerguem com nitidez.

 

Circulação: de acordo com a Norma Brasileira de Acessibilidade 9050, um indivíduo com bengala precisa de 75cm livres para circular. E de andador com rodas precisará de 90cm.

 

Cases de sucesso!

Observando essa mudança estrutural de projetos no Brasil, há construtoras que já estão inseridas nesse contexto e compreendem a importância da construção de casas adaptadas. Um exemplo, é a construtora Tecnisa, de São Paulo, que tem um projeto de consciência gerontológica. A empresa realizou estudos e colocou em seus empreendimentos itens para que os idosos vivam com qualidade de vida.

Nos empreendimentos há portas, banheiros, piscina, salão de jogos, pista de caminhada e centro de convivência para que os idosos estejam integrados em todos os aspectos. Afinal, essa é uma fase de mudanças em que o idoso precisa se sentir acolhido e ativo.

De acordo com a diretora de projetos da empresa, Patrícia de Campos Valadares, o projeto surgiu depois de observar um número expressivo de compradores acima dos 55 anos. “Esse público está chegando nessa faixa etária com muita qualidade de vida e nós queremos incluí-los. É preciso ter um olhar voltado para a terceira idade.”

 

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