De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 85% da população mundial estará morando em grandes cidades até 2027, o que altera toda a dinâmica urbana, uma vez que já existe um déficit habitacional e submoradias, proporcionando reflexos sociais e ambientais. Para melhorar esse cenário, surgem novas tecnologias e maneiras de construir. Um dos conceitos que a arquitetura tem utilizado para lidar com essas situações, é a bioarquitetura.

 

Ao escutar esse termo, você pode pensar em construções alternativas, localizadas em lugares afastados da cidade, onde residem pessoas com estilo de vida totalmente sustentáveis ou que estão desconectadas do meio urbano. Mas, o conceito vai além.

A bioarquitetura surgiu em 1960, com o intuito de utilizar elementos ecológicos para a construção de casas. Sendo a terra, pedra, areia, argila, fibras naturais (palha, sisais, juncos) e cimento queimado, os materiais mais comuns nesse tipo de arquitetura, que substituem materiais que emitem grandes quantidades de CO2, como cimento, tijolos e vigas de concreto que geralmente precisam ser transportados por caminhões até o local.

Outra característica, é a utilização de produtos e mão de obra local, para promover a economia e o desenvolvimento regional. Ou seja, utilizar os princípios da bioarquitetura consiste em incentivar a sustentabilidade, provendo a redução do impacto ambiental (retardando o esgotamento dos recursos naturais), valorizando assim, os hábitos e práticas de uma sociedade.

De acordo com o arquiteto e especialista em Bioconstrução, Márcio Holanda Cavalcante, quando tratamos de um projeto de bioarquitetura, lidamos com o equilíbrio entre as tecnologias utilizadas atualmente e a arquitetura vernacular (que é aquela que aproveita os materiais naturais e a cultura local).

Ainda de acordo com o especialista, no Brasil, a bioarquitetura tem sido melhor explorada nos últimos anos. Em que os profissionais da construção estão vendo e sentindo a necessidade de se preocuparem com o reequilíbrio ambiental da Terra. “Outro fator que também está impulsionando o aproveitamento do conceito em novos empreendimentos é a demanda por edifícios que priorizem a saúde do usuário, associada ao bem-estar ambiental”, afirma.

 

Para saber mais sobre o assunto, separamos uma reportagem veiculada pela TV Brasil:

Construções sustentáveis

Como a bioarquitetura ainda está sendo difundida no Brasil, existem ainda outras maneiras que os profissionais da construção civil estão utilizando para tornarem as construções menos agressivas para o meio ambiente e a sociedade, por exemplo:

  • Utilização de torneiras com temporizador;
  • Uso de chuveiros com redutor de volume;
  • Ter um sistema de armazenamento de água da chuva para utilização nas áreas externas dos prédios;
  • Adaptação de áreas de exposição para captação de energia solar com o objetivo de iluminar áreas comuns;
  • Disponibilização de infraestrutura de seleção e reciclagem para a transformação do material orgânico em compostagem e adubo.

 (PortalMultiRio – Empresa Municipal de Multimeios, vinculada à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro)

 

É importante ressaltar que os imóveis ecológicos custam aproximadamente 5% mais em fase de construção, porém eles são mais valorizados e o custo adicional é rapidamente recuperado pelas economias geradas por exemplo em térmica e iluminação que comparativamente são 30% mais baixas, graças à economia de água e de energia elétrica, de acordo com os especialistas.

Quatro em cada cinco desses edifícios, a maioria em São Paulo, são comerciais e costumam contar com elevadores que consomem até 40% menos energia, vidros isotérmicos, que melhoram a iluminação sem elevar a temperatura. E até áreas cobertas com vegetação, o que reduz a necessidade de uso do ar-refrigerado (MultiRio)

 

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